No futebol, a duração dos contratos tem uma importância relativa. Sobretudo no que diz respeito aos treinadores. Passam de bestas a bestiais e vice-versa num ápice. Tão depressa a euforia leva à renovação de contratos como o desespero provoca chicotadas psicológicas e as consequentes indemnizações chorudas.
O Benfica comunicou ontem à noite à CMVM a renovação do contrato de Jorge Jesus. Jesus foi inicialmente contratado por dois anos, ou seja, até 2011, com mais uma época de opção. Rui Costa e Luís FIlipe Vieira accionaram agora essa cláusula de opção e acertaram ainda com o treinador campeão a inclusão de outro ano adicional no novo vínculo.
Jorge Jesus fica assim com contrato até 2013 (três épocas, portanto). Suponho que o seu salário tenha sido substancialmente melhorado, até porque era público que o contrato inicial assentava sobretudo em bons prémios por objectivos.
É utópico pensarmos que Jesus ficará no SLB até 2013, eu pelo menos não me lembro de um treinador que tenha "durado" 4 anos consecutivos no Benfica. Consta que foi incluída uma cláusula de rescisão no novo contrato, o que também demonstra a ambição de Jesus em continuar a progredir e alcançar outros patamares na sua carreira (novos desafios desportivos e/ou financeiros, entenda-se).
Mas mesmo que Jorge Jesus até venha a sair do Benfica a mal, pela porta pequena e a negociar um "gordo" acordo de rescisão, neste momento, esta renovação de contrato não é mais do que um justo reconhecimento do excelente trabalho por si desenvolvido no Benfica versão 2009/2010. Com a excepção, claro está, da deslocação a Liverpool.
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