Quase todos os benfiquistas nutrem um carinho especial pelo Moreira. Porque "é da casa", porque já está no SLB há muitos anos ou até porque viu um futuro muito promissor arruinado pelas lesões e pela teimosia de Fernando Santos e José António Camacho (na 2ª passagem). Uma boa parte dos benfiquistas não nutre especial simpatia pelo Quim. Porque não gosta das suas características enquanto guarda-redes ou porque tirou o lugar ao “menino bonito” da massa associativa. Quanto ao Júlio César, depois do jogo de Liverpool, nem vale a pena falar.
Por isso, a primeira prioridade de todos os benfiquistas relativamente a reforços para 2010/2011 sempre foi um guarda-redes, opinião partilhada por Jorge Jesus que já veio a público defender a contratação de um guardião que, segundo ele, “garanta pontos”.
Naturalmente, a comunicação social fez o seu papel. Para além de outros nomes que não ficaram na memória colectiva, insistiu-se durante muito tempo em Victor, do Grémio; lançou-se o nome do jovem De Gea, titular do Atlético Madrid, de quem o clube obviamente nunca abriria mão; Romero, titular do AZ Alkmaar e da selecção argentina, nunca deixou de ser hipótese; mais recentemente, falou-se ainda em Doni, 3º guarda-redes da selecção do Brasil que procura o hexa na África do Sul, mas que passou a época no banco da Roma. Sem esquecer o namoro com Eduardo, que valeu a tal tirada de Jesus sobre a vontade de contratar um guarda-redes que fosse garantia de pontos.
Destas opções, a minha escolha recairia em Romero, ainda que ache que também ficaríamos bem servidos com Doni. Dois nomes consagrados, investimentos seguros, com retorno desportivo garantido.
Por isso, qual não é o meu espanto quando leio hoje, em todos os órgãos de comunicação social, que LFV esteve em Madrid a negociar Roberto Jiménez, havendo inclusivamente quem já o dê como contratado. Roberto começou 2009/2010 como suplente de Asenjo no Atlético de Madrid, saltando para titular na 3ª jornada, com o todo-poderoso Barcelona. Em 12 dias para lembrar (ou para esquecer), Roberto sofreu 5 golos em Camp Nou, 2 em casa com o Almeria, mais 2 em Valencia e lesionou-se no Estádio do Dragão. Em suma, 9 golos sofridos em 3 jogos completos, seguidos de uma lesão. Não voltou a jogar pelo Atlético (o miúdo De Gea agarrou a titularidade nesse jogo do Dragão) e foi emprestado ao Zaragoza em Janeiro. Foi totalista nas últimas 15 jornadas da Liga, sofreu 17 golos, mas ajudou o clube a salvar-se de uma descida que parecia inevitável aquando da sua entrada.
Em suma, não colocando o valor do jogador, que desconheço, parece-me que o objectivo de contratar um titular indiscutível, que seja uma melhoria substancial face ao que temos e que esteja ao nível do resto da equipa, não foi alcançado. Só espero que daqui a um ano não estejamos outra vez a dizer que precisamos de um guarda-redes...
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olhem que este ainda vai espantar muito boa gente...é esperar para verem!
ResponderEliminarespero nao me enganara ao dizer que arranjámos um optimo guarda redes!
Depois da notícia de ontem (facadas à parte ;P), espera-se um post com o título:
ResponderEliminar"Pedro Miró a caminho!"
eheh... Vai começar a falar-se mt mais de futsal por aqui :)
Parabéns!! :)
Beijinho!